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sábado, 22 de dezembro de 2012

Gerador de fusão nuclear a frio é aprovado por cientistas




O físico italiano e inventor, Andrea Rossi, conduziu uma demonstração pública da sua máquina de “fusão a frio”, a E-Cat, na Universidade de Bologna, mostrando que uma pequena quantidade de energia introduzida provoca uma reação não explicada entre átomos de hidrogênio e níquel, que libera uma quantidade grande de energia, superior a dez vezes a quantidade colocada.
A primeira experiência de fusão a frio foi divulgada duas décadas atrás, mas o processo foi sempre visto com ceticismo. É aparentemente impossível dois tipos de átomos, geralmente um elemento mais leve e um metal pesado, se fundirem, liberando calor puro que pode ser convertido em eletricidade. O processo é atraente por duas razões: diferente da fissão nuclear, não há radiação liberada; e ao contrário dos processos de fusão que acontecem no sol, a forma fria não exige temperaturas extremas.
Mas os pesquisadores que supostamente demonstraram a fusão a frio no passado não foram capazes de explicar o mecanismo fundamental que fabrica a reação. Por isso, a comunidade científica tem virado as costas para esse tipo de pesquisa. A maioria dos físicos – assim como o Departamento Americano de Energia (DoE), jornais acadêmicos e Escritório de Patentes Americano – consideram falsas as máquinas de fusão a frio, já que as leis da física anulam a possibilidade de fusão nuclear a temperatura ambiente.
Rossi e o físico Sergio demonstraram com sucesso o funcionamento da E-Cat em abril, para um grupo de físicos suecos. Os devotos da fusão a frio acreditam que há pouco entendimento do processo físico que acontece nessas máquinas, que produzem energia segura, limpa e renovável.
Os físicos convidados para a demonstração em abril deram sinal verde para o E-Cat. Ela produziu calor demais para ser apenas da reação química. Eles escreveram que “a única explicação é que há algum processo nuclear que aumenta a produção de energia”.
Nos meses seguintes, Rossi construiu uma versão maior do dispositivo, que combina módulos de fusão menores. Na demonstração em outubro, após colocar 400 watts em cada módulo, cada um gerou uma produção continua de 10 quilowatts (470 KW juntos) por quase quatro horas.
Rossi não publicou nenhum trabalho explicando os detalhes do funcionamento interno do E-Cat, pois ele não possui patente. Mas outros pesquisadores têm teorias sobre o funcionamento do processo. Peter Hagelstein, um professor de engenharia elétrica e ciências da computação, e um dos maiores defensores da fusão a frio, pensa que o processo talvez envolva energia vibracional no entrelaçado do metal, levando a mudanças nucleares que terminam em fusão.
“Não há informação confiável suficiente sobre o E-Cat para uma opinião racional, ainda”, afirma Hagelstein. “Mas, devido aos experimentos, eu acredito que Rossi deveria ser levado a sério até que seja comprovado ou refutado”.
Rossi criou uma companhia, Leonardo Corp., que irá produzir e – ele espera – vender E-Cats. Até lá, Hagelstein e outros pesquisadores da fusão a frio desejam que a conservadora comunidade científica dê uma olhada melhor em máquinas como a E-Cat.

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